AAUMinho empossou novos órgãos sociais para 2026
Ana Marques ⠿ 13-01-2026 13:00
Luís Guedes inicia segundo mandato à frente da Associação Académica, defendendo continuidade, participação democrática e reforço do papel dos estudantes.
A tomada de posse dos membros eleitos para os órgãos sociais da Associação Académica da Universidade do Minho (AAUMinho) para o ano de 2026 decorreu no dia 10 de janeiro, no Salão Medieval da Reitoria, em Braga. A cerimónia assinalou o início de um novo ciclo associativo, marcado pela continuidade da liderança e por um forte apelo à participação cívica e democrática dos estudantes.
Nas eleições realizadas a 10 de dezembro, a Lista A venceu com 79,3% dos votos, garantindo a reeleição de Luís Guedes para um segundo mandato como presidente da Direção. Para a Mesa da Reunião Geral de Alunos (RGA) foi eleita Maria Fontão, da Lista B, com 68,1% dos votos, enquanto Ana Ferreira, da Lista C, assumiu a presidência do Conselho Fiscal e Jurisdicional (CFJ).
A sessão contou com as intervenções de Paulo Santos, vice-presidente do Instituto Português do Desporto e da Juventude (IPDJ), de Luís Guedes, presidente da AAUMinho, e do reitor da Universidade do Minho, Pedro Arezes, além de momentos musicais protagonizados pelo Coro Académico da UMinho e pelo Sina – Grupo de Fados da AAUMinho.
Reeleito presidente da Direção, Luís Guedes sublinhou que o novo mandato representa “um virar de página” construído sobre o trabalho desenvolvido ao longo do último ano, mantendo o mesmo propósito e espírito de construção coletiva. O dirigente destacou os principais resultados do mandato anterior, nomeadamente nas áreas do voluntariado, desenvolvimento de carreiras, desporto universitário, cultura e ação social, bem como o reforço da ligação entre a academia e as cidades de Braga e Guimarães.
No balanço apresentado, salientou a realização das Startpoint Summits em Braga e Guimarães, a consolidação dos projetos de voluntariado, o crescimento das campanhas de dádiva de sangue, o envolvimento recorde de estudantes no acolhimento aos novos alunos e os resultados alcançados no desporto universitário, a nível nacional e internacional. Reconheceu ainda as dificuldades enfrentadas ao longo de 2025, nomeadamente ao nível financeiro e na gestão do Bar Académico, cuja reabertura está prevista para o início do novo mandato, com condições renovadas.
Luís Guedes deixou também um forte apelo à participação democrática, sublinhando que “nenhuma democracia é um projeto acabado” e defendendo a necessidade de promover, desde cedo, a educação cívica e a literacia política. A eleição da Lista A, “Aproximar Futuros”, com 79,3% dos votos, foi apresentada como um sinal claro da confiança dos estudantes num projeto de continuidade, responsabilidade e ambição.
Na sua intervenção, o vice-presidente do Instituto Português do Desporto e da Juventude (IPDJ), Paulo Santos, destacou o papel central do associativismo estudantil na democracia portuguesa, defendendo que apoiar as associações académicas é “apoiar a democracia”. O responsável anunciou que está em curso uma revisão da lei do associativismo jovem, com o objetivo de reduzir a burocracia e valorizar o mérito, reforçando a autonomia das estruturas estudantis.
Paulo Santos destacou ainda os investimentos públicos dirigidos à juventude, nomeadamente nas áreas da habitação, da saúde mental e do apoio social, sublinhando o reforço do programa “Cuida-te” e a colaboração com as universidades na resposta às necessidades de alojamento estudantil.
O reitor da Universidade do Minho considerou a tomada de posse da Associação Académica “um momento marcante na vida da Universidade”, destacando o significado acrescido de um processo eleitoral participado e plural. Pedro Arezes salientou que o resultado conferiu “um mandato sólido” à direção agora empossada, traduzindo uma escolha consciente dos estudantes na continuidade, na estabilidade da liderança e na experiência acumulada.
“O reforço da legitimidade aumenta também a exigência e o escrutínio”, afirmou, felicitando os estudantes eleitos para os diferentes órgãos e valorizando a pluralidade do processo eleitoral como um ativo da associação. O reitor destacou ainda o trabalho associativo enquanto “ato de serviço público” e classificou a AAUMinho como uma “verdadeira escola de cidadania ativa, de liderança e de serviço público”.
Pedro Arezes referiu igualmente a convergência entre as prioridades do manifesto da nova Direção e o Plano de Ação da Reitoria, nomeadamente no que respeita ao bem-estar, às condições de vida dos estudantes e à participação académica. Nesse contexto, destacou a aposta no alojamento estudantil, com a construção das novas residências da Confiança, em Braga, e de Santa Luzia, em Guimarães, previstas para conclusão em 2026, bem como o investimento em políticas de bem-estar físico e mental.
Outro dos pontos abordados foi o projeto da nova sede da Associação Académica, que contará com apoio institucional da Reitoria. “Não se trata apenas de uma infraestrutura, mas de um investimento na participação, na identidade e na cidadania estudantil”, afirmou, sublinhando a importância de uma relação assente na cooperação, na confiança e na corresponsabilização, salvaguardando a autonomia da associação.
A encerrar, o reitor desejou um mandato “exigente, participado e consequente”, reforçando a disponibilidade da Reitoria para trabalhar com a Associação Académica num espírito de diálogo e proximidade, em prol de uma Universidade do Minho “mais próxima, mais justa e mais democrática”.
A cerimónia encerrou um momento simbólico de renovação e compromisso com a vida académica e democrática da instituição.
Foto: AAUMinho
Atualizado a 13-01-2026 13:00
