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ELACH assinalou 50 anos entre celebração e reflexão

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ELACH assinalou 50 anos entre celebração e reflexão

Ana Marques ⠿ 16-12-2025 12:00

Sessão solene marcou o início de um programa alargado dedicado às Humanidades, às artes e ao pensamento crítico.

A Escola de Letras, Artes e Ciências Humanas da Universidade do Minho (ELACH) assinalou ontem, dia 15 de dezembro, o seu 50.º aniversário, com uma cerimónia solene no campus de Gualtar, em Braga, que deu início a um programa comemorativo a decorrer até 19 de dezembro, em Braga e Guimarães.

Na sessão, realizada no auditório B1, o Reitor da Universidade do Minho, Pedro Arezes, destacou o percurso da Escola ao longo de cinco décadas, sublinhando a necessidade de continuar a investir nas condições físicas dos espaços dedicados às Humanidades e às artes. O responsável reconheceu que existem projetos de intervenção em edifícios da ELACH “a aguardar oportunidade financeira para avançar”, nomeadamente no Edifício 5 do campus de Gualtar, no edifício dos Congregados, em Braga, e no Teatro Jordão, em Guimarães.

Apesar das melhorias já efetuadas, Pedro Arezes admitiu que persistem desafios por resolver, sobretudo ao nível da cobertura e do exterior. Considera que “as pequenas melhorias realizadas foram necessárias e bem-vindas, mas não resolvem as necessidades estruturais de longo prazo”. Para o Reitor, trata-se de “equipamentos de grande valor, que necessitam de condições que correspondam ao trabalho artístico e pedagógico que ali se desenvolve e às expectativas dos estudantes”.

Também a presidente da ELACH, Cristina Flores, manifestou “sérias preocupações” quanto às condições dos espaços atualmente utilizados pela Escola. Referindo-se ao Edifício 5, sublinhou que existem problemas de infiltrações, corredores pouco iluminados e falta de espaços de convívio, defendendo a necessidade de tornar estes espaços “mais funcionais e acolhedores”.

Sobre o edifício dos Congregados, que acolhe a licenciatura em Música, Cristina Flores considerou tratar-se de “um tesouro arquitetónico no centro da cidade de Braga”, alertando, contudo, para limitações como a inexistência de isolamento acústico adequado, defendendo que este edifício “deve constar na lista de prioridades de intervenção”. A docente abordou ainda as condições associadas à licenciatura em Teatro, referindo que continuam a existir constrangimentos nos espaços de ensaio e no acesso ao palco do Teatro Jordão.

Para além da sessão solene, que incluiu a entrega de prémios de mérito escolar, atuações do Coro do Departamento de Música, uma performance do grupo Bomboémia e o corte do bolo comemorativo, o programa do cinquentenário integra mesas-redondas, performances, cinema e encontros com escritores lusófonos.

Atualmente, a ELACH conta com cerca de 1400 estudantes distribuídos por oito licenciaturas, onze mestrados e cinco doutoramentos, integrando sete departamentos e dois centros de investigação. Ao celebrar 50 anos, a Escola reafirma o seu papel no desenvolvimento das Humanidades, das artes e do pensamento crítico na Universidade do Minho.

Atualizado a 16-12-2025 12:00