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START POINT Summit ligou talento e empresas com mais de mil oportunidades de emprego e estágio

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START POINT Summit ligou talento e empresas com mais de mil oportunidades de emprego e estágio

Ana Marques  ⠿ 22-10-2026 17:00

A 18.ª edição da feira de emprego, empreendedorismo e formação da UMinho reuniu cerca de 80 empresas e instituições no campus de Gualtar, em Braga, nos dias 20 e 21 de outubro, promovendo o contacto entre estudantes, diplomados e empregadores.

Encontrar o primeiro emprego, conseguir um estágio, conhecer empresas ou descobrir caminhos profissionais que ainda não tinham sido considerados. Foram estas algumas das motivações que levaram estudantes e diplomados ao START POINT Summit ’26, a Feira de Emprego, Empreendedorismo e Formação da Universidade do Minho, que decorreu no Pavilhão Desportivo do campus de Gualtar, em Braga. Organizada pela Associação Académica da Universidade do Minho (AAUMinho), com o apoio da Reitoria, a iniciativa reuniu cerca de 50 empresas, dez instituições ligadas ao voluntariado e 20 entidades parceiras, disponibilizando mais de mil oportunidades de emprego e estágio.

Na sessão de abertura, o presidente da AAUMinho, Luís Guedes, destacou a importância de aproximar os estudantes do mundo profissional, sublinhando que o sucesso da iniciativa não se mede apenas pelo número de entidades presentes, mas também pelos contactos e oportunidades que dela resultam. Na sua 18.ª edição, a feira procura ir além da apresentação de ofertas de recrutamento, ajudando os participantes a conhecer novas possibilidades e a refletir sobre o futuro.

“Não queremos apenas mostrar-vos oportunidades que vocês já sabem que existem, queremos ajudar-vos a descobrir aquelas que ainda nem sabiam que procuravam”, afirmou Luís Guedes, defendendo que o contacto com as empresas pode ajudar não só a encontrar um estágio ou o primeiro emprego, mas também a descobrir percursos profissionais inesperados.

O programa incluiu entrevistas rápidas, mentorias com antigos alunos da UMinho, workshops e conversas sobre empreendedorismo, liderança, criação de conteúdos digitais, felicidade no trabalho e diferentes percursos profissionais. A feira integrou ainda uma componente de voluntariado, com dez instituições, valorizando a participação cívica e o contributo para a comunidade.

Também o reitor da UMinho, Pedro Arezes, destacou a importância de reforçar a ligação entre a Universidade, os seus diplomados e o mercado de trabalho, defendendo que a responsabilidade da instituição vai além da formação académica. “A missão da Universidade não termina quando os estudantes concluem os seus cursos”, afirmou, sublinhando que a UMinho deve continuar a apoiar os seus antigos alunos, promovendo contactos e criando condições para novas oportunidades profissionais.

Pedro Arezes salientou ainda a importância de aproximar o conhecimento científico das necessidades das empresas e da sociedade, preparando os estudantes para os desafios futuros. “O talento não é uma coisa que adquirem na Universidade, é uma coisa que têm e que a Universidade ajuda, de facto, a tornar visível e ajuda a tornar também prático”, referiu, destacando o papel da instituição na valorização das competências de cada estudante e na sua preparação para o mundo profissional.

Empresas à procura de novos talentos

Entre as empresas presentes, a procura de jovens profissionais e de candidatos a estágio foi uma das motivações partilhadas. Patrícia Marques, representante da Balanças Marques, explicou que a empresa, integrada no Grupo José Pimenta Marques e com cerca de 160 a 170 colaboradores, participa na iniciativa desde as primeiras edições. A organização procura sobretudo estagiários nas áreas de Engenharia Mecânica, Gestão Industrial e Programação, incluindo para a sua software house, responsável pelo desenvolvimento de software incorporado nos equipamentos de pesagem.

“Procuramos sangue novo, ideias novas, e que venham com vontade de trabalhar”, afirmou, explicando que os estudantes interessados podem enviar os seus currículos para análise pelas diferentes áreas da empresa.

Também o Grupo 360, representado por Bárbara Silva, procura profissionais de Engenharia, nomeadamente das áreas eletrotécnica e mecânica, mas mantém abertura a candidatos de outras formações, como Contabilidade, Educação e Recursos Humanos. A representante destacou a disponibilidade do grupo para acolher pessoas sem experiência, acompanhando-as através de mentoria com profissionais mais experientes.

“Achamos que faz todo o sentido encontrar o talento ainda numa fase muito inicial da sua vida profissional ou até mesmo pessoas sem experiência”, referiu Bárbara Silva. A ideia passa por promover a aprendizagem dentro da organização, permitindo que os novos profissionais desenvolvam competências e, mais tarde, possam também contribuir para a formação de outros colegas.

Na Cachapuz, as necessidades de recrutamento abrangem igualmente várias áreas. Natália Ferreira, representante da empresa, identificou oportunidades sobretudo para profissionais de Engenharia Informática, Engenharia Eletrónica, Engenharia e Gestão Industrial e Engenharia Mecânica, sem excluir funções comerciais, financeiras ou de marketing. A responsável destacou a diversidade dos visitantes, entre estudantes, antigos alunos e professores do ensino secundário interessados em conhecer melhor o mercado e procurar oportunidades de estágio para os seus alunos.

Entre o primeiro estágio e as escolhas de futuro

Para quem visita a feira, o Summit é também um espaço para esclarecer dúvidas e começar a preparar os próximos passos. Luciana Azevedo, estudante do terceiro ano da licenciatura em Engenharia Química e Biológica, participou pelo segundo ano consecutivo, desta vez à procura de um estágio de verão e de pistas para decidir o seu futuro académico e profissional.

A estudante procura perceber que oportunidades existem na sua área e pondera as opções após a licenciatura, desde a escolha de um mestrado até à possibilidade de trabalhar em Portugal ou emigrar. Durante a visita, encontrou empresas que lhe deram informações sobre estágios, considerando a experiência positiva.

Diogo Costa, estudante de mestrado em Engenharia Informática, procurava uma oportunidade para iniciar a carreira profissional. Para o estudante, a feira permite conhecer empresas e manter-se informado, mesmo que a candidatura não resulte imediatamente numa proposta. Reconhece, contudo, as dificuldades sentidas por quem está a começar: “O mercado está difícil, pedem sempre anos de experiência.”

José Ferreira, estudante de mestrado em Eletrónica Médica, chegou ao Summit com uma dupla perspetiva. Como tesoureiro da EPIC Júnior, participou no desenvolvimento da aplicação utilizada no evento; enquanto estudante, aproveitou a feira para contactar empresas e procurar oportunidades de estágio. Destacou ainda a possibilidade de conhecer organizações com atividade relacionada com a sua área de formação.

Braga quer atrair e fixar talento

A ligação entre a formação, o emprego e o desenvolvimento do território foi também sublinhada por João Machado, diretor municipal do Desenvolvimento Económico, Turismo e Sustentabilidade de Braga. O responsável considerou que o trabalho desenvolvido pela UMinho na formação de talento deve ser acompanhado por políticas e condições que incentivem os diplomados a permanecer na cidade ou a escolhê-la como destino profissional.

Nesse contexto, apontou a habitação como um dos desafios a enfrentar para atrair e fixar pessoas e empresas, referindo o Plano Diretor Municipal e a expectativa de melhorar as condições de acesso à habitação nos próximos anos.

Além da mostra empresarial, o START POINT Summit ’26 incluiu sessões de formação, mentoria, entrevistas rápidas e atividades ligadas ao empreendedorismo. A programação contemplou ainda a apresentação de projetos empresariais desenvolvidos no âmbito de bootcamps e uma componente de voluntariado, reforçando a diversidade de experiências proporcionadas aos participantes.

A iniciativa prossegue a 18 de novembro, no Multiusos de Guimarães.

Atualizado a 22-10-2026 17:00